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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Escuridão Profunda

"Eu ouço gritos agonizados de almas caídas,
Que rasgam o silêncio da escuridão
Por onde passo só o que vejo é morte
Sinto o vento me congelar
Faz me perder todas as esperanças
E tudo o que e em que consigo pensar é se sairei vivo

Enquanto a dor e a loucura passam por mim
O ruído dos galhos se quebrando soam como tortura
Um passeio pelo pântano maldito
E tudo perde o sentido

Vidas em jogo ou não
Tudo parece ser em vão
É impossível ter confiança

O céu macabro parece tramar algo
A mãe lua se esconde feito criança
Folhas secas caem ao chão
Como um manifesto da morte

Toda a doença e a maldade me tomam por completo
Insensatamente me sinto mais forte
Percebo que pertenço ao lado negro
Caio de joelhos
E choro..."

Créditos:
Música escrita por um querido amigo Matheus Martini.

Poesia

"Amor, mísero Amor, eu sei que um dia
Colhendo flores pelo prado andavas,
       Uma rosa tocavas
Quando uma abelha o dedo te mordia,
Choraste então, e te queixaste aflito,
Ouviu-te a Mãe, e consolou teu grito."

                                                      (Influências Sofridas- Livro: Poesia do Ouro)